Memóriado território
Instituição nacional responsável pela salvaguarda, estudo e divulgação do património arqueológico angolano, das mais antigas indústrias líticas africanas aos reinos pré-coloniais bantu.

O Museu de Arqueologia de Angola reúne um acervo que documenta mais de 1,8 milhões de anos de presença humana no território angolano.
Desde a sua fundação em 1976, ano da independência nacional, a instituição opera sob a tutela do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, articulando quatro missões fundamentais: preservação das colecções nacionais, investigação em campo e laboratório, formação de novas gerações de arqueólogos e divulgação pública do conhecimento.
O nosso trabalho é construído em parceria com universidades angolanas, em especial a Universidade Agostinho Neto, com centros de investigação internacionais, a UNESCO, o ICOMOS e comunidades locais que preservam a memória viva do território.
Somos guardiões de um arquivo que atravessa o Paleolítico Inferior, as culturas rupestres do Namibe, a metalurgia do ferro da Idade do Bantu e os grandes reinos pré-coloniais: Kongo, Ndongo, Matamba, Bailundo, Kwanhama.
Cinco décadas
de memória
Momentos-chave da história institucional do Museu desde a sua fundação até ao programa digital actual.
Criação do Museu de Arqueologia de Angola em Benguela, integrado no Ministério da Cultura, ano da independência nacional.
Primeiras grandes campanhas de investigação pós-independência nas escavações da Lunda, retomando a tradição do Museu do Dundo.
Consolidação do arquivo central de peças e constituição do laboratório de conservação.
Modernização do arquivo e abertura de novos departamentos de conservação, investigação e comunicação.
Classificação da antiga capital do Reino do Kongo como Património Mundial da UNESCO com participação do Museu.
Início da digitalização 3D sistemática do acervo em acesso aberto para investigação global.
Quatro
compromissos
Os pilares que orientam a nossa actividade institucional e a relação com a comunidade nacional e internacional.
Preservar
Conservar o acervo arqueológico nacional sob padrões internacionais de museologia e conservação preventiva.
Investigar
Conduzir e apoiar investigação em campo e laboratório em parceria com a academia angolana e internacional.
Formar
Educar novas gerações de arqueólogos, conservadores e investigadores angolanos em contexto profissional.
Divulgar
Tornar o conhecimento arqueológico acessível ao público nacional e à comunidade científica global.
Departamentos
Quatro áreas científicas articulam o trabalho de investigação, conservação e divulgação do Museu.
Arqueologia Pré-Histórica
Estudo das primeiras ocupações humanas do território angolano, indústrias líticas e arte rupestre.
Arqueologia Histórica
Investigação dos grandes reinos pré-coloniais e do período dos contactos atlânticos.
Conservação e Restauro
Laboratórios de conservação preventiva e restauro de cerâmica, metal, osso e materiais orgânicos.
Arquivo Digital
Fotogrametria 3D, scanning e gestão documental do catálogo nacional.